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FAKE NEWS E A ERA DA DESINFORMAÇÃO

Atualizado: 26 de Out de 2018



No episódio de hoje das república das bananas, finalmente foi exposto para o todo o mundo o ataque de manipulação em massa promovido pelo bolsoECA em redes sociais, principalmente o whatsapp, através do disseminação de fake news. Empresas pró-atraso bancaram um serviço chamado “disparo em massa” usando bases de usuários vendidas por agências de estratégia digital: são NOSSOS dados fornecidos ilegalmente por empresas telefônicas (dados que também estão na internet em todo tipo de formulário que preenchemos, é bom lembrar). A partir deles, as empresas efetuam a massificação de desinformação e o direcionamento inteligente de conteúdo, em função de uma análise de preferências, pesquisas e cliques na internet.


Tão vigiados como o resto do mundo, estamos submetidos ao que parece ser a mais eficaz ferramenta da propaganda política já inventada por nós, autodestruidores desesperados


No caso do Brasil, as NOTÍCIAS FALSAS são praticamente infalíveis entre uma população pouco instruída e esvaziada culturalmente. Ocupando o 79o lugar no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, que mede a expectativa de vida, escolaridade e pib per capita, nosso país está atrás do Sri Lanka, Sérvia, Irã e Cazaquistão. Ainda assim, o país é a maior economia da América Latina, e portanto segue o padrões estrangeiros da subida da extrema direita, interessada tanto no nosso mercado, quanto na amazônia e a possível futura venda de estatais


O fato, revelado pela Folha de S. Paulo na quinta, ganhou espaço nos principais jornais do mundo, entre eles o britânico The Guardian, e o americanoThe New York Times. O primeiro replicou as informações do jornal brasileiro e chamou Bolsonaro de “representante da extrema-direita”, além de “populista pró-tortura que elogia a ditadura” “O Brasil luta contra uma tsunami de notícias falsas em meio a uma eleição presidencial polarizada. De acordo com as alegações em uma matéria de capa da Folha de São Paulo, um dos principais jornais do Brasil, Bolsonaro tem recebido ajuda ilegal de um grupo de empresários brasileiros que estão patrocinando uma campanha para bombardear usuários do WhatsApp com notícias falsas contra Haddad”, diz a matéria do jornal inglês O norte-americano The New York Times foi pela mesma linha. Na matéria, o jornal traz a denúncia da Folha e afirma que o que foi feito pelo candidato viola as leis brasileiras. “A disseminação de informações falsas nas redes sociais se generalizou nos preparativos para o segundo turno presidencial do dia 28 de outubro”, diz o artigo. Em editorial publicado hoje, o jornal declarar que as redes sociais tem que encarar a disseminação de desinformação em seus domínios como problema sistêmico, com efeito nocivo às democracias de todo o mundo. Acredito que nos próximos anos, toda uma regulamentação específica vai expor novos paradigmas da existência virtual sem nenhuma privacidade


Mais uma vez somos notícia lá fora porque estamos protagonizando uma tendência global, e é justamente nosso tamanho e importância geopolítica que nos colocou nesta situação tão semelhante aos Estados Unidos, Suécia, Áustria, Itália, Hungria (entre outros). Atualmente a imprensa estrangeira tem sido uma reconfortante fonte segura de um jornalismo investigativo e reflexivo, e em todas as pesquisas sobre fascismo somos citados e (muito) bem explicados pelos gringos


Enquanto isso a grande mídia naturaliza violência promovida pelo discurso do bolsonarista indicando que existe uma polarização, como se Haddad fosse de alguma maneira oposto à ao candidato militar, como se as ações pudessem ser equiparadas, mas colocadas em lados opostos do campo de futebol. Não existe comparação entre o retrocesso que o Bolsofossa representa e o candidato com quem compete pela presidência no segundo turno. A mídia e MUITA GENTE CONHECIDA tem colocado panos quentes sob as fake news (e tudo mais) como se o fenômeno partisse dos dois lados opostos com a mesma intensidade


Acredito que vivemos mais um episódio de cegueira/alienação voluntária coletiva

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