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Mulheres, raça e classe, de Angela Davis, é uma obra fundamental para se entender as nuances das opressões. Começar o livro tratando da escravidão e de seus efeitos, da forma pela qual a mulher negra foi desumanizada, nos dá a dimensão da impossibilidade de se pensar um projeto de nação que desconsidere a centralidade da questão racial, já que as sociedades escravocratas foram fundadas no racismo. Além disso, a autora mostra a necessidade da não hierarquização das opressões, ou seja, o quanto é preciso considerar a intersecção de raça, classe e gênero para possibilitar um novo modelo de sociedade

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ESTARÃO AS PRISÕES OBSOLETAS? de Angela Davis – No país com a maior população carcerária do mundo, Angela Davis — estudiosa, ativista, referência dos movimentos negro e feminista — examina com seu olhar crítico o conceito de encarceramento como punição. Desde os anos 1980, a construção de prisões e a taxa de encarceramento nos Estados Unidos têm crescido exponencialmente, originando uma grande inquietação quanto à proliferação, à privatização e à promessa de grandes lucros a partir do sistema carcerário.

 (em inglês)

 A Cor Púrpura obra-prima de Alice Walker vencedora do Pulitzer Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, 

Audre Lorde foi uma escritora americana de descendência caribenha, feminista lésbica e ativista na luta pelos direitos humanos. Escreveu romances que abordam temáticas como feminismo e opressão, além de direitos humanos. Sua obra poética foi publicada a partir da década de 60. Os temas mais abordados em sua obra são amor, traição, nascimento, classe social, idade, raça, sexualidade, gênero e saúde, haja vista que veio a falecer devido a um câncer de mama. Sua poesia é um espaço também em que ela se afirma como lésbica e feminista negra

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Em Ensinando a transgredir, Bell Hooks – escritora, professora e intelectual negra insurgente – escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a “transgredir” as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor.
Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensin
o.

 

No artigo Vivendo de Amor, a intelectual negra norte-americana bell hooks diz: o amor cura. “Nossa recuperação está no ato e na arte de amar.”bell hooks se refere, sobretudo, a mulheres negras, aquelas que pelo processo de escravização e racismo foram tratadas com ódio e negadas a viver o amor, a nem sequer serem vistas como sujeitos dignos de amor. Restituir as humanidades negadas por esses processos é um passo importante para entender a importância do amor em nossa vida.

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A Mística Feminina de Betty Friedan,  livro que inspirou a segunda onda do feminismo localiza o imaginário social construído sobre as norte-americanas no início dos anos 60, mas permanece atual. Um fenômeno centraliza o papel da mulher sob o ponto de vista do consumo e afasta-as da sua construção como sujeito, anulando a sua própria personalidade e gerando frustrações e problemas de ordem social e psicológica. A tradução para a língua portuguesa foi feita por Rose Marie Muraro, feminista brasileira falecida em 2014 e que deixou como legado mais de 40 títulos próprios e traduções fundamentais à formação feminista.

Antologia Pessoal Carolina Maria de Jesus  

Catadora de lixo e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, na segunda metade da década de 50, Carolina usava os cadernos que encontrava no lixo para escrever sobre seu cotidiano e pensamentos. Virou um diário que passou a ser publicado num jornal; há inclusive trechos em que os vizinhos vêm tirar satisfação com ela sobre algo que ela escreveu

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A decoberta do mundo de Clarice Lispector A descoberta do mundo reúne 468 crônicas publicadas originalmente na coluna semanal que a escritora mantinha no Jornal do Brasil, entre 1967 e 1973. Foi organizado em ordem cronológica e, conforme sugere o título, aborda temas diversos, sob o impacto de quem observa o mundo pela primeira vez – a descoberta.

 Pedaços de Fome de Carolina Maria de Jeses

Interessante notar que neste livro, ao contrário do que todos pudessem imaginar, Carolina nos trás um romance ficcional onde a principal protagonista é uma mulher branca, jovem e rica do interior de São Paulo. Carolina brilhantemente sustenta a história em formato linear de tempo, de um jovem que tomada pelos impulsos da juventude e desejo de conhecer o amor, a felicidade e a “cidade grande”, casa-se com pseudo-dentista jovem branco da cidade, de “boa aparência”, que a leva da sua pacata cidade rodeada dos mimos patriarcais do pai-coronel, chegando a cidade grande acaba em Guarulhos

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Perto do coração selvagem é um dos primeiros romances de Clarice Lispector; romance inovador e renovado, isso por quebrar com a ordem cronológica de início-meio-fim. Deve-se ler obra com um olhar e atitude usada na ciência da anatomia: utilizar o bisturi para dissecar e pinça para estudar e entender os vários personagens como órgãos autônomos, que em momentos se entrelaçam por estranhas ligações, a personagem Joana é o cérebro da trama.

A legião estrangeira de Clarice Lispector é um livro de contos, publicado em setembro de 1946, reune 13 contos/cronicas que abordam temáticas familiares, semelhantes ao estilo dos contos que compõem Felicidade Clandestina. Temáticas como a solidão, a perversidade, o egoísmo, a relação entre o homem e os animais, a oposição entre o ‘eu’ e o outro, etc, levam o leitor a enxergar o interior das personagens, seus pensamentos e sentimentos, enfim, sua intimidade. Durante cada história os personagens vão descobrindo o que há de interessante, diferente e até extraordinário no seu cotidiano.

O Contrato Sexual de Carole Pateman oferece uma vigorosa e inovadora reinterpretação da teoria política. A autora mostra como as discussões tradicionais do Contrato Social contam apenas metade da história. DE teóricos clássicos - como Hobbes, Pufendorf, Locke ou Rousseau - a teóricos recentes - como James Buchman ou John Rawls, a questão do contrato sexual, que estabelece o patriarcado moderno e a dominação dos homens sobre as mulheres, foi sistematicamente recalcada. 

Mulheres que correm com lobos da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos. Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. 

Como ser uma mulher - Um divertido manifesto feminista de Caitlin Moran, Neste livro de humor e militância, a jornalista rememora suas experiências mais marcantes como mulher, da adolescência à maturidade, e busca abrir um novo caminho para o feminismo ao tratar de temas caros à mulher moderna.

Em “Um amor conquistado – o mito do amor materno”, a francesa Elizabeth Badinter nos mostra de maneira muito clara que o amor materno inato é um mito. Não é “dado”, mas sim, como deixa antever o título da obra, “conquistado”. Porém, acreditamos em nosso imaginário que tal amor seja algo natural. Algo que nasce com as mulheres, verdadeiro apanágio feminino

Pensando o sexo de Gayle Rubin, neste livro a autora está interessada na gênese da opressão e da subordinação social das mulheres, a qual ela classificou como uma “longa ruminação” da literatura sobre as mulheres, mas não descartou sua importância para a busca de uma sociedade sexualmente igualitária. Para ela, era válido entender a origem da opressão a fim de revertê-la.

Pensando o sexo de Gayle Rubin, neste livro a autora está interessada na gênese da opressão e da subordinação social das mulheres, a qual ela classificou como uma “longa ruminação” da literatura sobre as mulheres, mas não descartou sua importância para a busca de uma sociedade sexualmente igualitária. Para ela, era válido entender a origem da opressão a fim de revertê-la.

O Poder do Macho de Helieth Saffioti Remando contra a corrente do pensamento acadêmico dos anos de 1960 no Brasil, Heleieth Saffioti foi pioneira ao analisar a condição da mulher numa perspectiva de classes. Na contramão da maioria dos estudos marxistas, suas pesquisas desnovelam o emaranhado que possibilita ao capitalismo se apropriar das desigualdades entre os sexos para melhor se reproduzir.

Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx huston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações  e foi musicado por Beyoncé

Para Educar crianças feministas de Chimamanda Ngozi Adichie Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. EScrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães

Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx huston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações  e foi musicado por Beyoncé

Desconstrução de gênero, Judith Butler Judith Butler (24 de fevereiro de 1956, Cleveland, Ohio) é uma filósofa pós-estruturalista estadunidense, uma das principais teóricas da questão contemporânea do feminismo, teoria queer, filosofia política e ética

Gênero uma categoria útil de análise histórica de Joan Scott Até a década de 80, sobrevivia com força a dualidade entre sexo e gênero, sendo o primeiro para a natureza e o segundo, para cultura. Uma das feministas que mais abalou essa concepção, trazendo novas perspectivas para os estudos de gênero, foi a historiadora estadunidense Joan Scott, quando da escrita de seu célebre artigo Gênero: uma categoria útil de análise histórica (1995), publicado originalmente em 1986.

Em 1970, Kate Millett publicou seu livro A Política Sexual. As palavras eram novas. Afinal, o que era “a política sexual”? O conceito era novo. Millett queria “provar que sexo é uma categoria de status com implicações políticas”. Ela questionou a dominação masculina no sexo, inclusivo no próprio ato. Ao desafiar o status quo, ela afirmou: “Mesmo com a aparência muda em que ela pode se apresentar, a dominação sexual obtém sobretudo, a talvez mais perversa ideologia de nossa cultura, e fornece seu mais fundamental conceito de poder.

A Obsena Senhora D. de Hilda Hilst Escrito na particularíssima prosa de Hilda Hilst, onde todos gêneros narrativos se fundem e os recursos estéticos mais variados são usados, 'A Obscena Senhora D' é Hillé, que após a morte do seu amante, se recolhe ao vão da escada, para falar 'dessa coisa que não existe, mas é crua e viva, o Tempo.' Obra plena dos temas mais caros à autora - o desamparo, a condição humana, o apodrecimento da carne, a alma conturbada - 'A Obscena Senhora D' é uma procura lúcida e hipnótica das razões da existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um apaixonado beijo de amor. Como a própria Senhora D afirma: '... A vida foi uma aventura obscena, de tão lúcida.'

A Garota da Banda, Kim Gordon Fundadora da banda Sonic Youth, ao lado do ex-marido Thurston Moore, Kim Gordon foi baixista e vocalista da banda por mais de três décadas, além de produtora musical, artista visual, ícone fashion e atriz que continua a influenciar gerações de mulheres. No livro, ela narra sua trajetória com o mesmo estilo visceral e livre de amarras com que se apresenta nos palcos. E começa de trás para frente, partindo de dois términos entrelaçados- o divórcio do casal e o fim do Sonic Youth, ambos um baque para os fãs. A partir daí, a autora fala de casamento, maternidade, feminismo, de seu background familiar, da paixão pelas artes visuais e, claro, de música, com uma narrativa não linear, mas sempre fascinante.

Eu sou Malala de Malala Yousafzai Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. 
Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Como conversar com um fascista de Márcia Tiburi, Nesses tempos de nervos à flor da pele e agressivos embates políticos, Marcia traz em Como conversar com um fascista um propósito filosófico-político: pensar com os leitores sobre questões da cultura política experimentada diariamente, de um modo aberto, sem cair no jargão acadêmico.

O conto de Aia Margareth Atwood Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. 

Artigo: Nise da Silveira, a mãe da humana-idade de Sonia Maria Marchi de Carvalho e Pedro Henrique Mendes Amparo para Revista Latinoamericana de Psicopatologia fundamental 

foi uma renomada médica psiquiatrabrasileira, aluna de Carl Jung.. Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoqueinsulinoterapia e lobotomia. Nise ainda foi pioneira ao enxergar o valor terapêutico da interação de pacientes com animais

Em 'O mito da beleza', Naomi Wolf enfrenta o que ela acredita ser a única trincheira ainda por derrubar para que a mulher possa obter sua igualdade em todos os campos. Para mostrar como a indústria da beleza e o culto à bela fêmea manipulam imagens que minam a resistência psicológica e material femininas, reduzindo as conquistas de 20 anos de lutas a meras ilusões, Naomi escreveu um livro com dados estatísticos.

O Livro do Amor Vol 1 de Regina Navarro Lins Uma longa viagem no tempo revela-nos como as noções ocidentais sobre o amor, o desejo, a sexualidade e o casamento se alteraram da Pré-História até o século XVII. Distrações ou aflições para os gregos da Antiguidade Clássica, questões repudiadas pelos primeiros cristãos, assuntos do demônio e temas idealizados pelos trovadores na Idade Média, sujeitos a intensa repressão durante a Renascença, as reações de cada época às práticas amorosas deixam marcas profundas ainda em nossos dias.

O Livro do Amor Vol 2 de Regina Navarro Lins Do amor platônico ao sexo virtual, barreiras e modelos são derrubados numa história ainda em construção. No mesmo Século das Luzes em que se combate a escravidão das emoções, uma força oposta toma conta dos imaginários do Ocidente: o romantismo eleva o amor casto à finalidade mais nobre da vida. A repressão sexual, transfigurada em neurose e histeria, será matéria da investigação psicanalítica, e combatida pela contracultura do século XX. O advento da pílula, dos movimentos feministas e gays, e a revolução tecnológica abrem caminho para uma nova vivência amorosa.

O segundo sexo vol 1 de Simone de Beauvoir foi publicado originalmente em 1949 e a consagrou na filosofia mundial. A obra, no entanto, não ficou datada e tornou-se atemporal e definitiva. Este boxe traz a divisão original em dois volumes. No primeiro volume, a autora aborda os fatos e os mitos da condição da mulher numa reflexão fascinante. Já no segundo, Simone de Beauvoir analisa a condição da mulher em todas as suas dimensões: sexual, psicológica, social e política. Uma obra fundamental, que inaugurou um novo modelo de pensamento sobre a mulher na sociedade.

O segundo sexo vol 2 de Simone de Beauvoir foi publicado originalmente em 1949 e a consagrou na filosofia mundial. A obra, no entanto, não ficou datada e tornou-se atemporal e definitiva. Este boxe traz a divisão original em dois volumes. No primeiro volume, a autora aborda os fatos e os mitos da condição da mulher numa reflexão fascinante. Já no segundo, Simone de Beauvoir analisa a condição da mulher em todas as suas dimensões: sexual, psicológica, social e política. Uma obra fundamental, que inaugurou um novo modelo de pensamento sobre a mulher na sociedade.

Memórias de uma moça bem comportada de Simone de Beauvoir fEm “Memórias de uma moça bem-comportada”, conhecemos a infância e a juventude de uma das maiores escritoras do século XX, Simone de Beauvoir. Dona de um espírito inconformado e autêntico, Simone nos mostra nesse primeiro relato autobiográfico a sua infância religiosa, a consequente descrença e a posterior devoção à literatura. O livro traz também o início de seu duradouro relacionamento com o escritor e filósofo existencialista Jean-Paul Sartre. Temos aqui uma das memórias mais adoráveis da literatura mundial.

Mrs Dalloway de Virginia Woolf Há simetrias, ressonâncias e descontinuidades, numa trama muito bem urdida por Virginia Woolf. A autora é prodigiosa na exploração dos desvãos da consciência e das ambiguidades entre os afetos e as convenções sociais. Passado e presente se intercalam, e acessamos os vários planos da subjetividade por meio de um elaborado uso do discurso indireto livre.  Mrs. Dalloway também pode ser lido como um documento das transformações sociais e políticas dos anos 1920, ou como um romance psicológico. Ou mesmo como uma vibrante história de amor, com final aberto. A última palavra, evidentemente, é sempre do leitor.

Orlando de Virginia Woolf Nascido no seio de uma família de boa posição em plena Inglaterra elisabetana, Orlando acorda com um corpo feminino durante uma viagem à Turquia. Como é dotado de imortalidade, sua trajetória então atravessa mais de três séculos, ultrapassando as fronteiras físicas e emocionais entre os gêneros masculino e feminino. Suas ambiguidades, temores, esperanças, reflexões - tudo é observado com inteligência e sensibilidade nesta narrativa que, publicada originalmente em 1928, permanece como uma das mais fecundas discussões sobre a sexualidade humana.

Noite e dia de Virginia Woolf 'Noite e Dia', segundo romance de Virginia Woolf, foi publicado em 1919, quando ela estava com 37 anos. Experimentalista por excelência, o livro atira o leitor dentro de uma sociedade, seus costumes, sua linguagem, num jogo de poder e contestação.
Trata-se de uma trama de amor entre Katherine Hilbery e Ralph Denham – advogado, intelectual e burguês. O enredo se desenrola num estilo ao mesmo tempo sólido e puro, e segue uma linhagem da tradição inglesa de grandes novelistas como Jane Austen, Charlotte Brontë e George Eliot.

 

Não sou eu uma mulher?, proferido por Sojourner Truth em 1851 durante uma convenção em Akron, Ohio, Estados Unidos, pelos direitos das mulheres, tornou-se um dos discursos feministas mais importantes de todos os tempos. Nascida Isabella Baumfree em 1797, ela mudou seu nome em 1843 para Sojourner, que significa “peregrina”. Essa brilhante mulher, escrava liberta que se tornou abolicionista e ativista pelos direitos das mulheres, foi a única capaz de responder com vigor os argumentos dos agitadores da convenção que, baseados na supremacia masculina, afirmavam ser uma besteira o sufrágio feminino, dizendo que não fazia sentido uma mulher, que “não conseguia nem subir em uma carruagem sozinha”, querer votar.

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Análise da Obra de Maya Angelou